Com o Tour de France a rolar pelas estradas e televisões, um simples entusiasta de desporto, associa automaticamente o nome Astana ao norte-americano Lance Armstrong, sete vezes vencedor da prova máxima de ciclismo mundial.
Astana, para além de dar nome à equipa de ciclismo do Cazaquistão (lembram-se de Borat?), é a actual capital desta ex-república soviética, um país fundamentalmente asiático, embora também inclua uma região relativamente pequena, geograficamente, pertencente à Europa (entre o rio Ural e a fronteira russa) sendo o ponto mais oriental de todo o continente europeu.
Outra curiosidade desta parte importante do antigo Império Mongol (lembram-se de Gengis Khan? – Possivelmente não é do vosso tempo) diz-nos que com uma área de 2,7 milhões de quilómetros quadrados, faz do Cazaquistão o nono maior país do mundo e o maior país sem costa marítima.
Mas na minha procura sobre Astana, descobri mais: é uma nova cidade, fruto do capricho do seu presidente Nursultan Nazarbayev e do dinheiro do petróleo, uma espécie de Brasília mas em versão palácios de mármore, arranha-céus espelhados e monumentos de estética única.
Um deles, a Khan Shatyry – ou “iurte gigante”, como foi entretanto baptizada pelos cazaques, evocando as tendas do imperador Gengis Khan (1167-1227) – será um “centro de entretenimento” único no planeta e deverá ter os seus cem mil metros quadrados. Será a maior tenda do mundo. Permanente. Transparente. Climatizada e com todas as comodidades associadas ao lazer. Rio, parque aquático tropical, piscinas de ondas, campo de golfe com nove buracos, centro de espectáculos e exposições, lojas, cinemas e estacionamento. Uma cidade dentro de portas, como já lhe chamam, erigida em Astana, a nova capital do Cazaquistão. Pela ambição de um homem, o presidente Nursultan Nazarbayev, e pelo engenho do mais reputado arquitecto britânico, lorde Norman Foster.

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